ISLÂNDIA
A imprevisibilidade como presente
Eu tinha uma rota em mente, lugares que queria ver, mas não muita expectativa. Aquelas primeiras horas em Reykjavík pareciam sem graça, cinzas, como se a viagem fosse simplesmente seguir seu curso sem surpresas. Eu não tinha ideia do que os próximos dias guardavam.



Quanto mais nos afastávamos da cidade, mais eu percebia o quanto estava errado. A paisagem não parava de se transformar. Na segunda manhã, acordamos cercados de neve.


Estas imagens guardam parte dessa energia. Não sou alguém que persegue paisagens. Eu persigo a estrada. E a cada quilômetro, a força da natureza se revelava um pouco mais.




O vento soprava forte, às vezes o único som por quilômetros. Chuva, sol, neve — cada minuto trazia um céu diferente.




Terreno lunar. Areia preta. Voltei da Islândia genuinamente transformado pela brutalidade crua de tudo aquilo. Ainda penso nos lugares onde não cheguei, e em quando poderei voltar.



